
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade

ao comentário:
ResponderExcluirpor diversas vezes me pego pensando se está correto isso tdo e vejo que estou trilhando um bom caminho, mas a vontade de saber onde isso vai dar é o que me consome mais. e qdo eu olho e me vejo perto e distante ao mesmo tempo, me bate uma certa insegurança. mas vc pode estar certa e isso pode ser só uma ansiedade minha. a vida podia ser bem mais simples.
que bonito a ausência assimilada!! a ausencia é algo pra se sentir sim....e pode ser libertador, renovador....até desafiador pra se ter novos rumos, mais vontade, mais querer. eu gosto.
A ausência assimilada será, sempre, nossa melhor companheira...
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