quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Pessoas...


A gatinha da foto é a nova habitante da casa: Niccole!
Ela é deficiente, tem uma patinha da frente cortada e a encontrei na minha rua... deu uma dor danada ver a bichinha tão faminta, com um toquinho na patinha da frente enfiada em um cano de calha de chuva!
Em três semanas, com a eliminação total das pulgas, comendo raçãozinha direitinho e visitando o veterinário, ela tá super adaptada e brincalhona (até demais!). Causa risos e mais risos em casa! e a Maluzinha já está super acostumada e tem agora uma companheirinha...
Tô indo passar o final de ano no meu novo cantinho.

Boas Festas pra todos, Certo?

Pessoas...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Brasil, um país de todos

Um prefeito queria construir uma ponte e chamou três empreiteiros:
um japonês, um americano e um brasileiro...
- Faço por US$ 3 milhões - disse o japonês:
- Um pela mão-de-obra.
- Um pelo material.
- E um para meu lucro.
- Faço por US$ 6 milhões - propôs o americano:
- Dois pela mão-de-obra.
- Dois pelo material.
- E dois para mim... mas o serviço é de primeira!
- Faço por US$ 9 milhões - disse o brasileiro.
- Nove paus? Espantou-se o prefeito. Demais! Por quê?
- Três para mim.
- Três para você.
- E três para o japonês fazer a obra.
- Negócio fechado! Respondeu o prefeito.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

2009, 2009, 2009...


Sei que é muito cedo para falar sobre este ano de 2009. Mas acabei de receber um e-mail simpático do RH, dizendo que terei treze intermináveis dias de férias no finzinho do ano. Essa foi uma das melhores notícias que tive no ano. É você pode se perguntar agora: Nossa! Mas se essa é a melhor notícia que essa menina recebeu, o ano dela foi bem chinfrim... É foi mesmo.

Doença na família, que me fez perder vários finais de semana;
A ansiedade decorrente disso que me fez ganhar alguns quilos que hoje suo para eliminá-los na academia;
O fechamento da empresa que trabalhei por seis anos, assim, sem mais nem menos;
A mudança para a nova empresa que não está sendo nada, nadinha fácil...

2009 é um ano que, em definitivo, prefiro não lembrar. Ou pelo menos, lembrar as poucas coisas boas que aconteceram, como o término da minha pós e o show do Sisters of Mercy.

E como ele não vale mesmo à pena falar sobre 2009, quero aqui deixar somente o registro de algum alívio que terei esse ano; recarregando baterias para sabe lá o quê de 2010....

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O mundo corporativo está doente e as pessoas não podem mais ser elas mesmas


Mais um texto em que concordo em gênero, número e grau:


O sacrifício em nome dos resultados e das metas da empresa sempre vale a pena, mesmo que isso envolva a família, os amigos e a saúde. Férias de 30 dias? Insanidade. Como a equipe vai sobreviver? O descanso deve ser picado ao longo do ano. Já o celular corporativo nunca pode ser desligado. E se o cliente ligar da Europa? No mundo globalizado, é necessário se adaptar a todos os fusos horários.Verifica-se que não é mais permitido ser simplesmente você mesmo. Existem hoje cursos para se sair bem em entrevistas de emprego. As pessoas são treinadas para aparentarem super profissionais, de forma que comparecem a processos seletivos com respostas feitas e gestos pré-concebidos.
Mundo doenteAlguém já parou para pensar nos sacrifícios que estão sendo feitos pelo ser humano, em nome do emprego? "O mundo corporativo está doente", garante a psicanalista e diretora executiva da Lens & Minarelli, Mariá Giuliese, autora do livro "Será mesmo que você nasceu para ser empregado? - O mal estar no mundo corporativo", publicado pela Editora Gente.Mariá lembra que o mercado de trabalho está cada vez mais desorganizado, focado predominantemente em resultados, metas e lucro. As questões humanas estão sendo abandonadas, aos poucos. "Existe uma competitividade dentro das empresas e também fora delas, no mercado de trabalho", diz. "Exige-se que as pessoas estejam sempre superando seus limites, sempre fazendo mais e melhor. Mas todos têm limites. É como se houvesse uma negação da questão humana. Isso causa sofrimento. O funcionário adoece e, com o tempo, a própria empresa adoece".
Segundo ela, quando a empresa fica "doente", acaba perdendo seus melhores talentos. "Somente depois dessas perdas, as organizações começam a fazer um esforço enorme para reter as pessoas. E esse grande esforço envolve estratégias de manipulação e sedução dos profissionais, no lugar de dar as condições reais para que estes se desenvolvam. O resultado é que a empresa perde produtividade e lucro".Profissionais descrentesPara Mariá, um dos principais problemas, atualmente, são os belos discursos das organizações, cada vez mais distantes da realidade. Mas as promessas são capazes de encher os funcionários de esperança. Surgem então as frustrações, os desapontamentos, e os discursos caem no vazio, a ponto de ninguém mais acreditar neles."Por exemplo, muitas empresas afirmam que acolhem e incentivam a diversidade. Mas, quando um funcionário diz algo que contraria seu gestor, ou mostra uma maneira diferente de ver as coisas, acaba sendo punido (de forma escancarada ou não). No fundo, as empresas preferem que todo mundo seja igual e pense igual, que todos funcionem da mesma forma e aceitem as concepções do principal executivo. As pessoas podem não aceitar tudo, mas espera-se que elas não demonstrem essa não-aceitação de forma contundente. É preciso obedecer", analisa.
A expectativa do outroO mundo corporativo de hoje valoriza os profissionais com habilidades políticas. Não raro, as competências técnicas são deixadas de lado. Isso dá vazão à falsidade. Os profissionais correm o risco de perder sua identidade? Alguns podem estar indo por este caminho, já que, segundo a diretora da Lens & Minarelli, no trabalho, é evidente o esforço das pessoas para atender as expectativas de segundos ou terceiros, e não as suas próprias. "Por medo de perder o emprego, elas sentem a necessidade de atender os desejos dos outros e, se não o fazem, acabam excluídas pelo próprio grupo".A avaliação de desempenho é um dos mecanismos que levam os profissionais a, conscientemente ou não, se esforçarem para atender a expectativa alheia. "É também uma ferramenta usada para manipular, tirar da frente quem incomoda e valorizar os que entram nas regras do jogo".Essa seleção um tanto quanto darwinista começa já no processo seletivo, quando os gestores fazem um desenho do profissional desejado. "Eles esperam que o contratado seja de determinada universidade e tenha determinados conhecimentos e experiências, entre outras características", explica.Dá para viver assim?Quanto tempo uma pessoa suporta tamanha pressão? Quanto tempo ela consegue esconder sua verdadeira personalidade? Mariá não tem uma resposta, mas afirma que somente é possível sobreviver no mundo corporativo se as renúncias feitas pelos profissionais, em nome do emprego, não forem vitais a eles. "Creio que não dê para renunciar totalmente seu jeito de ser durante muito tempo".A solução, em sua opinião, passa pela conscientização dos líderes. "Se a empresa começar a funcionar de acordo com seu discurso, já é meio caminho andado, porque os discursos são sempre bonitos. Além disso, os funcionários não podem ser punidos por expor ideias discordantes", afirma. "As organizações precisam ainda aprender a explorar o que cada um tem de melhor, no lugar de exigir o que as pessoas não têm. Não há nada mais cruel para o ser humano do que pretender dele algo que não possa dar. Cada um tem suas competências, vocações e interesses. Respeitando isso, haverá menos gente "doente" nas empresas".


por Karyn Sato - Revista InfoMoney

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Lugarzinho, viu?


A gente sempre pensa que já viu de tudo nesse mundo.
Mas a caixinha de surpresas sempre está ali disposta a nos entreter com sua imprevisibilidade.
Nunca vi tanta gente grossa na vida.
Grosseria gratuita, pelo prazer de ser... para destilar o veneno por nada mesmo...
Gente que se diz formada, pós graduada, doutorada e o cacete. Esquecem que no final das contas todo mundo tem o mesmo fim.
Odeio gente cheia de rótulos que se escondem atrás deles para praticar toda a espécie de putaria, baixaria e grosseira.
No momento estou odiando tudo isso... Odeio, odeio, odeio.

Vou pra casa... jogar Prototype, o Alex é um bom remédio numa hora dessas

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cansada


Três dias para desligar da tomada...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Auto-ajuda ou auto-atrapalha?

Vi esse artigo num site de Administração e como concordo plenamente com o texto, resolvi publicá-lo:

Depois dos calmos Quem mexeu no meu monge? e O monge, o queijo e a vida real, eu havia prometido não falar mais de livros de auto-ajuda. Mas quando vejo uma revista de administração que se diz topo-de-linha, onde um articulista pretensamente idem vem com essa balela de "o seu sucesso só depende de você", "você tem as rédeas da sua vida" e coisas semelhantes, eu não consigo me conter.Pensei um pouco mais a fundo sobre o tema - pelo menos ele serve para alguma coisa - e bolei uma teoria que agora divido com vocês, em primeira mão. Mas segura aí porque vai doer! Senão vejamos:A maioria desses livros se apóia na seguinte falácia: Você é brilhante e para ser um sucesso só falta querer! Isto é:SER UM GÊNIO + QUERER SER UM SUCESSO = SER UM SUCESSO!
Bom, se você já é um gênio e a única coisa que faltava para ser um sucesso era querer ser um sucesso, então tudo está resolvido. Porque depois de ler o livro de auto-ajuda você também passou a querer ser um sucesso! OK, então eu concordo que as pessoas devem ler UM livro de auto-ajuda, porque ele as fará querer ser um sucesso.
Bom, então o passo seguinte é todo mundo virar um sucesso, certo? Mas peraí, nem todo mundo é um sucesso... Então deve ter alguma coisa errada com a equação acima.Se a segunda premissa é verdadeira (afinal, quem não quer ser um sucesso?) e o resultado esperado não aconteceu, então deve ter alguma coisa errada com a primeira premissa.Exatamente! O problema está aí! Você não é um gênio...Há algumas razões para isso. Mas há, também, muita esperança e você não precisa desanimar! Em primeiro lugar não há motivo nenhum para ficar triste. Eu também não sou um gênio, porque também quero ser um sucesso, mas não sou. Logo, você tem ao menos a minha companhia.Então, depois de ler o seu primeiro livro de auto-ajuda, você descobriu duas coisas:
1. Você não é brilhante;
2. Você precisa querer ser um sucesso - e isso você já quer!Então, a única coisa que você precisa consertar é a primeira. Você precisa ser brilhante e, para isso, só existe uma maneira: RALAR, ESTUDAR!
O grande problema disso é que as pessoas não querem ralar, não querem estudar, querem o menor esforço. Elas querem ser brilhantes - e, consequentemente, um sucesso - sem nenhum trabalho. E os picaretas que escrevem livros de auto-ajuda prometem exatamente isso: você vai tornar-se um sucesso da noite para o dia sem nenhum esforço. Claro, porque querer ser um sucesso não dá trabalho nenhum e é, aliás, uma tendência natural do ser humano. Praticamente uma obrigação.Aí, o sujeito nada brilhante que lê esse livro prefere acreditar somente na parte que diz que ele vai ser um sucesso sem fazer nada, do que na que diz que ele vai ter que estudar muito e que isso vai dar um trabalho danado.Más notícias, amigo, isso não vai acontecer.Recentemente o Malcolm Gladwell abordou esse tema em Fora-de-série/Outliers - que você não leu porque tinha nas mãos a décima versão de "O padre e a cafetina" - mostrando que há três fatores essenciais para o sucesso: ser brilhante, praticar e sorte.Você - que, lembre, não é brilhante - acha que estudar dá trabalho, praticar dá mais ainda e prefere, assim, apostar tudo na sorte. Afinal de contas, os papas da auto-ajuda dizem que se você realmente acreditar, a sorte virá. E você acredita. Senta em cima da sua bunda e fica esperando. Só que eles te enganam, espertamente esquecendo de dizer que você precisa se esforçar um pouco, ao menos. É como se Deus te dissesse que você vai ficar rico ganhando na loteria e aí você nem sequer se dá ao trabalho de comprar o bilhete.Certa vez o magnata do petróleo Jean Paul Getty deu sua receita de sucesso: "Acorde cedo, trabalhe muito, ache petróleo". Perfeito! O problema é que ela só funcionou para cinco pessoas até hoje. Eu, particularmente, não tenho nenhum amigo que achou petróleo na rua. Tudo bem, eu tenho poucos amigos. Talvez você conheça alguém que achou.Mas não, as pessoas continuam a acreditar nisso. Tinha uma pessoa que trabalhava comigo que sonhava com uma posição na área comercial - onde era preciso estudar muito, falar muito bem para ser convincente e ter facilidade com números. Tudo o que essa pessoa não tinha - e que demoraria muito para conseguir. Eu brigava com o meu chefe, porque em vez de ficar incentivando esse sonho inalcançável, penso que ele deveria apontar-lhe caminhos mais factíveis, de acordo com as habilidades que ela já tinha, ou com as que conseguiria desenvolver mais facilmente.Sonhos impossíveis não servem para manter a esperança acesa. Servem para confirmar um futuro frustrado. Dizem que devemos deixar as pessoas sonharem com o que quiserem. Tudo bem, desde que realmente saibam que aquilo é uma fantasia. Tipo Smurfs voadores ou baleias falantes.Mas sonhar em ser astro da novela das oito (a menos que você realmente esteja se dedicando à carreira de ator) ou campeão do mundo de futebol (desde que você tenha entrado na escolinha com três anos de idade) não te farão uma pessoa feliz. Não faz bem querer ser bebê Johnson's com vinte e nove anos.Claro que é melhor sonhar do que ser pessimista. Mas sonhar enquanto faz alguma coisa pelo seu sonho é melhor ainda! Então vá lá! Leia um livro de auto-ajuda. Qualquer um, porque tanto faz. Se você já leu, então mãos-à-obra, vá estudar! Mas se começar a ler o segundo livro de auto-ajuda, então definitivamente você não é um gênio.Outra prova disso, é que livros de auto-ajuda vendem milhões de cópias e os casos de sucesso são bem menos frequentes do que isso. Então a fórmula não funciona. No todo, ou em parte dela. Qual parte? Provavelmente a que diz que você é um gênio.**********O que esses livros realmente dizem, nas entrelinhas, é que todos nós somos uns bostas. Porque se só depende de nós sermos um sucesso - e mesmo assim somos um bostas - então quer dizer que somos realmente uns bostas. Ninguém prefere continuar a ser um bosta se tiver a opção de ser um sucesso ao alcance das mãos.Talvez o problema resida no fato de as pessoas darem um valor desmedido à esperança e aos elogios ("Você é um gênio e, para ser um sucesso, só falta querer!"). Num interessante artigo sobre Qualidade e Performance, Peter Scholtes conta a ilustrativa história vivida pelos pilotos e instrutores da Força Aérea de Israel.Estes notaram que, depois de um vôo ruim, seus pilotos eram repreendidos e, então, melhoravam a performance. Por outro lado, os pilotos que faziam bons vôos e recebiam elogios acabavam por piorar suas performances nas tarefas subsequentes.Mas em vez de atribuir a melhora da performance à reprimenda e a piora ao elogio, eles perceberam que as mudanças nada mais eram do que caminhos naturais.Quando você atinge a sua melhor marca, o caminho natural é piorar. Do mesmo modo, quando faz um trabalho ruim, provavelmente vai melhorar depois. Naturalmente.Então, quando você está no fundo do poço, só há um lugar para onde pode ir: para cima.**********Antes de ser um pessimista-fatalista, espero que você veja nesse texto uma necessária dose de realidade na hora de pensar em seus sonhos. A tão propalada auto-ajuda dos livros adormece suas ambições, travestindo-as de falsa esperança. Ela te embala com a promessa de um maravilhoso sonho, enquanto você vive uma dura realidade, bem diferente daquela pintada em letras douradas na conta-corrente do autor que te engana. Assim, a grande falácia da auto-ajuda nada mais é do que uma grotesca lorota de auto-atrapalha.

Rodolfo AraújoMestre em Administração de Empresas pela PUC-RJ, Pós-graduado em Tecnologia de Informação pela FGV-RJ e Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

domingo, 26 de julho de 2009

Anime Friends


Final de Semana passado pude visitar o Anime Friends 2009.
A princípio fui mais para estrear minha nova câmera, estava empolgada com a gama de possibilidades que ela poderia me oferecer! Mas não é que o evento é bom? Ri muito e o pessoal leva muito a sério essa coisa de Cosplay... galerinha animada e de bem com a vida!
Para ver mais:
http://picasaweb.google.com.br/liamacedo73/ANIMEFRIENDS2009#

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Vida Nova!



Pessoas!

Estive e vou estar um tanto ausente desse blog. Mudei de emprego há duas semanas e, sem internet em casa, fica difícil postar algo.
Emprego novo sempre é uma m bem grande, você é escolhido por saber muitas coisas, mas quando chega lá não sabe nadica de como são as coisas na empresa e fica perdido, perdido...
Mas, estou me acostumando... consegui resolver algumas coisas...
Comprei minha super camera digital também! Estou super feliz com essa aquisição! Sério!
Sempre que me afasto daqui, parece que as coisas acontecem mais rapidamente!
Enfim, tentarei manter contato!
Abraços à todos!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Jacqueline Du Pré


Hoje resolvi fazer justiça a uma coisa que amo de todo o meu coração e até agora, neste blog, não postei uma linha sequer.
Quero falar sobre minha paixão pelo violoncelo, e por uma mulher divina que, na minha opinião, foi quem neste mundo pode explorar ao máximo tudo o que de mais lindo este instrumento pode oferecer - seu nome é Jacqueline du Pré, inglesa com ascendência francesa, que desde muito cedo aceitou o desafio de entender, amar o cello e torná-lo seu parceiro para toda vida.
Desde os cinco anos de idade, sua dedicação foi total, e por volta dos 13, quando finalmente foi ter aulas com um professor profissional, pode mostrar a ele, em menos de uma semana, que conseguia tocar perfeitamente um dos concertos mais exigidos para um cellista (Saint Saens) e de memória!
Seu ouvido era absoluto e pode-se dizer que cello e mulher eram uma coisa só... ao ver meus DVDs, ainda me emociono com a maneira que esta mulher sentia a música e bailava junto ao cello como se toda aquela musicalidade estivesse dentro dela e apenas era possível sair se ela se movimentasse daquela maneira. Não estou tratando aqui dos movimentos técnicos que todo cellista deve fazer, mas a dança, como forma de mostrar ao mundo que ela sentia cada nota de maneira intesa.
Lembro-me que assim que comecei minha jornada em uma orquestra que a diretora musical por várias vezes me repreendeu por me movimentar demais enquanto tocava, que isso não era certo... ela certamente jamais tinha visto a Jackie em ação!
Essa mulher foi um gênio. E, infelizmente, parece que todo gênio está fadado a ter um final muito triste. Com a Jackie não foi diferente: no auge de sua carreira, aos 37 anos aproximadamente, ela descobriu que sofria de esclerose múltipla, e teve que conviver os dez últimos anos de sua vida, perdendo gradativamente, cada um de seus movimentos.
Lembro-me de ver uma entrevista com ela, nove meses antes de seu falecimento que, presa a uma cadeira de rodas e sem movimento nos braços, dizia ao entrevistador que já não conseguia ler, pois tinha dificuldades de assimilar os símbolos da partitura com os seus sons correspondentes. Quanta dor! Fiquei quatro anos afastada do cello e isso soava como a morte para mim! Imagine essa mulher que teve toda uma vida dedicada a este instrumento... sempre choro muito ao rever essa entrevista...
Mas acima de tudo, a imagem clara que vem em minha mente ao ouvir esse nome é dela, mocinha, "detonando" seu Stradivarius 1792, tocando Elgar... concerto que jamais alguém conseguiu superá-la na força, na paixão e na técnica ao tocar. Hoje este instrumento está nas mãos de Yo-yo Ma, cellista digamos "mais conhecido" na atualidade de uma musicalidade doce e quese feminina... (seria a tal da androginia musical?)
Se alguem se interessar em conhecer um pouco mais sobre a vida dessa mulher maravilhosa, podem achar em:

http://www.adorocinema.com/filmes/hilary-e-jackie/hilary-e-jackie.asp - Filme (um tanto exagerado) sobre a relação de Jackie com sua irmã, Hilary

http://www.jacquelinedupre.net/ - Site com tudo sobre a Jackie

http://www.allmovie.com/work/remembering-jacqueline-du-pr-178458 - Documentário sobre a vida de Jackie quando ela ainda estava na ativa.

E por fim, um vídeo do concerto de Elgar. Embora o primeiro movimento seja lindíssimo, é no segundo que ela mostra uma técnica surpreendente! Desculpem, mas me empolgo quando falo dessa mulher:






terça-feira, 30 de junho de 2009

Busca na Poesia

Algo que possa aliviar a dor, aflição,
medo e insegurança das coisas que virão
Fernando Pessoa tinha toda a razão

Ausência


Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

A ausência é um estar em mim.

E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,

que rio e danço e invento exclamações alegres,

porque a ausência, essa ausência assimilada,

ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Saco, saco, saaaaco!


Sabe o que mais me torra nessa situação toda - vende não vende - que a empresa está passando? A porra do silêncio. A porra da incerteza de quão perto está dessa situação toda acabar. Ninguém fala nada. Rádio peão rola solto. Mas a alta direção não se posiciona, não fala absolutamente nada. Hoje a sensação que reina em todos por aqui, é de querer liberdade para dar um jeito na vida e logo. Caceta do dinheiro - tô no barco porque não abro mão de receber cada vintém que trabalhei para ter. Enfim... como moça de planejamento faço planos. Todo plano tem início, meio e fim. Tá difícil iniciar alguma coisa sem saber quando posso propriamente começar: "Ah a vaga me interessa sim. Quando posso começar? Bem, deixa eu consultar o Tarot". É pra rir. Estou com o saco do tamanho da Lua. Nunca me vi tão impaciente como nesses dias... aprendi ao longo da vida a lidar com as mudanças... mas vamos combinar: nessa semana já tive que rever os meus pelo menos umas cinco vezes, a cada notícia que vazava...ninguém merece.

Não estou nem aí e nem quero nesse momento entender o que devo aprender: meu saco tá cheio, não abro mão do que tenho a receber (imprescindível para a continuidade do plano) e só quero que isso se resolva logo...

Tudo isso está me dando um nojo do tamanho do mundo. Agora é pelo vil metal. E se tem que ser,então, fodam-se.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Velho e bom Peter

Sempre é bom voltar ao velho e bom Peter, quando a coisa aperta...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O que você aprende...


Todos nós, reles mortais que temos sonhos e planos que, em maior ou menor grau, dependem de dinheiro, de reservas... Então, se você quer atingir esses objetivos e tem moral e boa razão, sabe que a única forma de atingi-los é por meio do trabalho. Você investe, usa reservas que tem (e muitas vezes que não tem) para melhorar, para trabalhar em algo que permita receber o mínimo viável para, pelo menos, manter o plano inicial.
Você estuda vinte, trinta anos de sua vida se preparando para que um dia possa ter a tranquilidade de viver uma velhice decente.
Então você aprende que o desenvolvimento humano é essencial para que uma empresa possa mantê-lo em seu quadro de funcionários; amadurece, aprende a respeitar ainda mais ao próximo, mais do que seus pais ensinaram (é o tal o politicamente correto), para que possa manter seu lugar ao Sol.
Você permanece vários anos dentro de uma empresa, lutando junto com eles para o sucesso, comemorando as vitórias e se afligindo com as derrotas... Então por causa da falta de todos os valores que teve que aprender ao longo de sua vida para sobreviver no mercado, o proprietário da empresa resolve (por falta de sonhos talvez, porque já tem tudo o que precisa), que não quer mais brincar de competir no mercado.
Esse mesmo proprietário negocia a marca e os produtos da empresa; terá um bom ganho... E talvez aumente sua fortuna pessoal na casa de mais alguns milhões. Ele negociou a marca, os produtos. Você estava lá no escritório – você e tantos outros. Mas ele não lhe viu. A diferença entre você e uma mesa do escritório que necessitará de ser descartada, para ele, é mínima. Você é apenas uma coisa. E quem se importa com seus planos? Às favas com eles!
Você aprende então, que quando é funcionário, tudo o que lhe foi ensinado serve apenas para que consiga suportar tudo aquilo que o proprietário não precisa saber (ou pelo menos praticar), para que o plano inicial não seja desviado tanto assim.
Mas você está na rua. Você e todos aqueles que trabalharam durante anos com contigo. O que pode ser feito? Contas. Contas que possa garantir a você uma possibilidade de se manter até que você possa retornar ao tão suado plano inicial.
Nesse cenário todo, a lição mais importante que você pode aprender (sim, você não é proprietário, logo deve continuar aprendendo), é que de fato, ninguém se importa. Os sonhos são seus, portanto, se vire.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Querida Luciana!


A vida da gente é uma caixa de surpresas! Conhecemos pessoas interessantes, pessoas chatas, pessoas que permanecem ao longo de toda vida conosco, algumas que simplesmente passam....

A coisa mais importante de todo o processo que vivemos é procurar deixar boas marcas por onde andamos...

Uma das pessoas que entraram na minha vida - e que infelizmente não pude desfrutar de sua companhia por muito tempo, por razões além da minha vontade foi a querida amiga Luciana...

Nos primeiros anos de Mackenzie nossa relação não passava de um "oi" e "tchau" obrigatórios a qualquer pessoa com um mínimo de educação.

Mas a vida da gente oferece sempre bons e maus momentos... e foi num momento de dificuldade no final do curso, que tive que me aproximar dela. Nessa hora pude conhecer uma outra Luciana; batalhadora, inteligente, apaixonada, esperta e acima de tudo uma pessoa de coração enorme e lindo... uma verdadeira Scarlett O´Hara! (gostou dessa Lú? kkkk).

De verdade, a Luciana se configurou numa das melhores pessoas que conheci, uma amiga de verdade e admirável.

Infelizmente, por ser uma super-mega-master-blaster profissional, hoje ela está nos Estados Unidos e tudo que resta hoje é uma enorme saudade dos sábados que ficávamos escrevendo nosso livro (que ainda não terminei...), trocando confidências, medos, paixões, alegrias e "raivinhas" do que acontecia no nosso cotidiano.

Talvez a Luciana nem saiba o quanto aprendi com ela e o tamanho da minha admiração por tudo que ela faz: Eu realmente sou fã dessa lutadora-maratonista-profissional-apaixonada-que-ama-joaninhas!

Hoje recebi um presente lindo de aniversário atrasado dela; um livro do Neil Gaiman que amo de paixão... mas Lú, de verdade... adorei o presente mas não prescisava... o maior presente que eu poderia receber de você nessa vida é a sua amizade. Pessoas como você fazem esse mundo um lugar bem melhor de se viver!!!!

Saudades enormes viu???

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sisters of Mercy





Caramba! fazia tempo que eu não via um show do caralho como este. Fez bem pra alma, pra cabeça, pra tudo me descabelar ao som de Lucretia my Reflection. Os caras foram foda mesmo, mandaram bem pra cacete e durante o show tive minhas dúvidas se o Andrew tratava-se de um Deus...rs



Duvidas de lado, os caras voltam, pelo menos dizem, em 2011 para comemorar 30 anos de banda. Tô lá, na grade, de novo!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Acabou!!!

Tá vendo essa letrinha ai ao lado????

Nunca fiquei tão feliz em vê-la: Tirei A na minha Monografia!!!!

Acabou... nem acredito! Ufa! Alívio...

Feliz!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

...


Dia bosta.

Dia inteiro trabalhado.

Dia de um trabalho inteiro desabado

Dia inteiro de incertezas

De como será o amanhã.

Confesso meu medo de não sei bem o quê.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Cotas


Está rolando em Brasília e, creio que é do conhecimento de todos, o lance de cotas para negros e pardos, pra uma série de coisas, visando (como eles acreditam) garantir algum o lugar dos negros e pardos em diversos setores econômicos , culturais de saúde e etc...
Me perdoem a ignorância ao tratar desse assunto: não que ache que negros e pardos não mereçam seu lugar ao sol... ainda mais num país formado de gente mestiça. Mas é justamente esse lance de sermos todos mestiços que me assusta agora – temos que definir se somos negros, pardos, perante um órgão público para conseguirmos ter acesso a alguma coisa que deveria por princípio ser para todos em condições iguais.
Como assim?
Esse lance de cotas para a universidade, por exemplo: me assusta um governo pensar em simplesmente dar cotas ao invés de garantir uma educação de base que dê condições para todos disputarem de igual para igual por uma vaga na USP ou qualquer outra universidade de ponta. Eu tive a oportunidade de fazer um curso em uma universidade pública (UNESP), e pude perceber que a universidade engole e regurgita o cara que está lá e não possui base. O curso que fiz (Física) era pouco concorrido e portanto, várias pessoas entravam até o mês de abril, maio na universidade, porque sobravam vagas. Esse cara entrava sem saber o básico de álgebra elementar (tipo raiz de A mais raiz de B é diferente de raiz de A mais B). Aí começava o sofrimento: o cara era rechaçado pelos professores que só admitiam que feras estivessem ali – afinal aquilo era uma universidade pública. A coisa chegava no nível do insuportável até o infeliz resolver abandonar a faculdade. Na minha turma de 40 alunos, no final do primeiro ano chegou ao número de 28 e ao final do curso cerca de 10 pessoas se formaram no tempo mínimo necessário.
Penso que em boa parte das pessoas que terão oportunidade irão lutar como loucos para acompanhar o ritmo. Mas sem base a coisa fica bastante complicada. Enriquecerão as estatísticas de negros e pardos ingressando nas instituições públicas, e se sairão ou não, o governo arranjará uma outra maneira superficial de resolver o assunto.
Para mim isso tudo é tapar o Sol com uma peneira cheia de furos, por sinal. Acredito que um ser humano deseja ter acesso ao que lhe é de direito como uma boa educação, um bom atendimento médico, um bom trabalho simplesmente por fazer parte de um organismo maior que lhe impõe taxas, impostos e já que pagamos tanto, porque não temos aquilo que nos é de direito sem considerar se somos pretos, brancos, gordos, magros, etc?
Declarar no hospital que somos negros para termos uma garantia de atendimento, ao meu ver, viola o direito de qualquer ser humano ser atendido simplesmente porque está mal e precisa de cuidados médicos... é patético.
E o pior está nas entrelinhas de tudo isso: ao começarmos nos definir como negros, brancos, amarelos, verdes enfim, criamos condições para o despertar do ódio daqueles que por um motivo ou outro qualquer se sintam lesados com este estatuto.
O mundo é cheio de diferenças sim, temos obrigação moral de diminuí-las com trabalho e boa vontade. Temos que formar uma sociedade tolerante que aceite as diferenças de cada um, com o objetivo de formar um todo cada vez melhor. Não é taxando as pessoas pelo o que elas parecem ser; mas pelo que elas efetivamente são.
A propósito, sou filha de negro, nascida na periferia de São Paulo e tive acesso a duas boas Universidades do país, não por ter esse perfil social, mas porque decidi mudar meu destino. Não acredito que o governo tenha que ser paternalista com ninguém para alguém vencer. Basta dar aquilo que é obrigação de qualquer governo dar, para que vençamos pelos nossos próprios méritos.
É isso.

No Arrrrrr




Pessoas!

Estou fora do ar há algum tempo, sem internet em casa. Às vezes dá vontade de escrever tanta coisa e o laptop reinicia, reinicia, reinicia sem parar droga!

Nesse meio tempo aconteceram muitas coisas!

Meu aniversário passou (semana passada) vários amigos queridos em casa (amo todos vocês);

Essa crise que deixa a gente casa vez mais inseguro de que caminho traçar, como será o amanhã;

Minha mãe melhor da doença que a acometeu, está reagindo bem;

Meu relacionamento que dessa vez engrenou – parece que agora podemos conviver melhor com as nossas diferenças e assim nos curtir mais... e isso é muuuito bom!

O ingresso do show do Sisters of Mercy que já está na mão, prontinho para ser usado no dia 06 de junho! Eeeeeee!

Enfim... vamos tentar recuperar o tempo perdido, depois de tanto tempo sem aparecer por aqui.

Beijos para todos!



PS : Zod, obrigada pela visita!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Noia de Monografia

A Globalização trouxe um novo contexto mundial, que atingiu profundamente toda a dinâmica das organizações, fazendo-as buscar meios de estarem aptas a enfrentar todos os desafios advindos deste novo cenário. No Brasil estas aberturas de mercado, juntamente com a estabilização da moeda nacional, cada vez mais consumidores puderam ter acesso aos produtos portáteis de tecnologia; produtos esses produzidos em quase sua totalidade, na China. Os grandes varejistas foram responsáveis pela democratização destes itens para a população do país, e em pouco tempo estes consumidores passaram a exigir cada vez mais novidades tecnológicas resultando em uma demanda altamente volátil para os produtos eletrônicos portáteis. Da necessidade das empresas importadoras de produtos eletrônicos portáteis criarem processos para atender a esta demanda, os métodos de previsão de vendas destacam-se como uma importante ferramenta de manutenção da competitividade nessas organizações, juntamente com demais processos como o B2B e o B2C, que auxiliem na obtenção de dados que orientem para uma projeção de estoques futuros que atendam a demanda do mercado consumidor. Diante deste cenário, foi levantado o seguinte problema de pesquisa: Como formar estoques que atendam a demanda dinâmica varejista, considerando os prazos necessários para o desenvolvimento, produção e transporte dos produtos? O presente trabalho procurou levantar quais processos comerciais dentro de uma empresa importadora de produtos eletrônicos portáteis poderiam contribuir para a formação da previsão de vendas, propiciando assim, um atendimento eficaz da demanda do mercado consumidor destes produtos. A obtenção de dados colhidos em campo comparados com o levantamento teórico do presente trabalho teve como resultado que um relacionamento sólido de parceria entre fornecedores e varejistas tem um papel fundamental na formação de estoques futuros e que em alguns casos, estes varejistas podem estreitar a distância entre os fornecedores em questão e o consumidor final, diminuindo assim o risco de equívocos no desenvolvimento de produtos e do aumento dos custos de estocagem.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Coraline


Dei uma olhadinha na internet e achei a boneca da Coraline.
Olha que lindinha a do meio! Ja escolhi meu presente de aniversario para mim mesma!

domingo, 8 de março de 2009

Hipocrisia


"A cúpula do Vaticano voltou a defender a excomunhão dos médicos que realizaram um aborto de gêmeos em uma menina de 9 anos, que havia sido estuprada pelo padrasto em Pernambuco. O argumento: "Os gêmeos eram inocentes".O jornal italiano "La Stampa" publicou ontem declarações do presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina, cardeal Giovanni Battista Re. Para ele, a excomunhão dos médicos foi "justa", mesmo que a interrupção da gravidez tenha sido feita dentro da lei (que permite o aborto em caso de estupro e risco de morte da mãe). A mãe da menina, que autorizou o aborto, também foi excomungada publicamente pela Igreja.

Quando o caso da menina veio a público, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, declarou que as pessoas envolvidas no aborto cometeram pecado grave e seriam punidas com a excomunhão, a penalidade máxima prevista pela Igreja Católica. Na avaliação do cardeal Battista Re, a interrupção voluntária da gravidez "representa sempre o assassinato de uma vida inocente e, para o código do Direito Canônico, quem pratica ou colabora diretamente com o aborto cai na excomunhão". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo."

Eu sou ignorante com relação ao código do Direito Canônico...  mas, vendo esta matéria, perguntas sempre me vem a cabeça:

- Ok, mantém-se a gravidez, mesmo que a menina não tenha condições anatômicas para a manutenção da gravidez, ou seja, a menina deve morrer em detrimento da vida dos bebês, não estaríamos condenando a vida de outra criança inocente?

- No caso de um milagre em que todos sobrevivessem, qual seria o posicionamento da igreja com relação a educação e formação dessas 3 crianças – mãe e bebês?

- A igreja também excomungaria todos aqueles que se aproveitassem dessas crianças, ou melhor, faria algo de concreto para manter estas crianças seguras de todo e qualquer abuso?

Não sei, mas deve haver algo de mais concreto que uma das instituições mais ricas do mundo poderia fazer para proteger estas crianças do que uma simples excomunhão... na verdade hoje, acho que a maioria das pessoas “cagam e andam” para isso. Ainda mais em tempos que o catolicismo está perdendo vários adeptos continuamente há anos... alguém precisa avisar esse papa inquisidor que a Idade Média acabou...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Malu Famosa


A última da minha gatinha: Saiu na Folha de São Paulo! Rs...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Injustiça


Eu detesto o mal humor crônico das pessoas...

Tem gente que acha mal humor cult e abusa do direito de das opiniões ao invés de ficar no seu canto, quieto, sem transformar a vida de outra pessoa num desagradável inferninho....

Eu conheço todos os meus defeitos, em absoluto; sei que sou "cri-cri", que quero tudo certinho... metódica... Sei que sou uma nerd de marca maior, que valorizo acima de tudo o arquivo de conhecimento que alguem possui.

Mas ainda assim, tentando ao máximo não vestir a camisa vergonhosa do preconceito, não me afasto das pessoas que, por um motivo ou outro, não tenham conseguido captar o tão precioso conhecimento (na minha opinião, é mesmo precioso) ao longo de suas vidas...

Quem me conhece bem, sabe de todas as dificuldades que enfrentei ao longo de minha vida para nao obedecer o padrão de "menina-nascida-na-periferia-de-São-Paulo-que-não-vai-dar-em-nada-a-não-ser-parir-filhos-que-irão-pela-mesma-rota." .

Quem me conhece, sabe que saí de casa muito cedo para ir atrás de um sonho que tinha, mesmo que para atingir esse sonho eu tivesse que morar em outra cidade, sem conhecidos, passar fome, etc, etc...

Quem me conhece, sabe que mesmo que a física não tenha dado certo em minha vida, que não abaixei a cabeça e criei novas oportunidades para mim... na tentativa de dar certo.

Quem me conhece, sabe que nunca cruzei os braços diante das dificuldades, que sempre tentei de uma forma ou outra lidar com a situação tomando alguma atitude...

Quem me conhece, sabe que quando me sufoco com alguma coisa, busco não lastimar apenas, mas tomar alguma decisão que venha mudar as coisas por completo...

Quem me conhece, sabe que basta dizer que não sou capaz de fazer algo, para eu mover montanhas e fazer melhor do que se espera (afinal, sou uma típica taurina).

Enfim... quem me conhece bem, sabe disso....de cor e salteado....

Ontem a noite ouvi: "Sabe qual o seu pobrema (sim, amigo... não escrevi errado)? Você é muito parada, não corre atrás das coisas... "

Se tem algo que me irrita profundamente é a injustiça...odeio.

Isso foi a gota...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Sobre as Mulheres.


Recebi este texto por e-mail hoje, da super amiga Valéria. Resolvi postar aqui, infelizmente não sei quem é o autor:


O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.
Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha:'Salvem as Mulheres!'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam: Habitat Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro.
Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente. Alimentação correta Ninguém vive de vento.
Mulher vive de carinho.
Dê-lhe em abundância.
É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.
Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias.
Não a deixe desidratar.
Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Flores também fazem parte de seu cardápio - mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade. Respeite a natureza Você não suporta TPM?
Case-se com um homem.
Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação?
Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso. Não puna a sua vaidade É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apóie. Cérebro feminino não é um mito!Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino.
Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!).
Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração.
Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher.
Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.
Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres. Não confunda as subespécies Mãe é a mulher que amamentou você e o ajudou a se transformar em adulto.
Amante é a mulher que o transforma diariamente em homem.
Cada uma tem o seu período de atuação e determinado grau de influência ao longo de sua vida. Não faça sombra sobre ela Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás.
Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado.
Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. (tem gente que já sentiu isso na pele). Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Oba! Novidades!!!!

Feliz!

Acabei de saber que sexta-feira 13 (opa!) estréia o um novo filme baseado em um livro de Neil Gaiman que é uma delícia! Coraline!


Obrigação moral de assistir!


Eu adoro tudo que esse cara faz...quando crescer, quero ter a criatividade desse homem...rs
O Filme foi feito com a mesma técnica do estranho mundo de Jack, aliás o mesmo cara que produziu a animação com o Tim Burton (outro cara que adoro) é quem trabalhou nessa animação...


E pra esperar, entrei no clima: olhos de botão como a mãe do outro lado...rs
Ah... epra quem quiser dar uma conferida, segue o site oficial do filme: www.coraline.com

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dá-lhe Malú


Continuando a série "gata desvairada", a Malú este final de semana resolveu engolir uma linha plástica, sem dar a menor chance para alguma tentativa de retirar a bendita vermelha (a linha era vermelha).... agora só esperando mesmo...kkkk

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Sobre Relacionamentos (Arnaldo Jabor)















Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah, terminei o namoro... '
- 'Nossa, de quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'
- É não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo. Como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...
E se o beijo bate... Se joga...
Se não bate... Mais um Martini, por favor...
E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.
Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu Pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim...


Quem disse que ser adulto é fácil?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Coisas de Malú


Hoje, definitivamente, não preciso olhar para a foto em cima da minha mesa de trabalhar para lembrar que tenho uma gatinha fofa... A dor que sinto em minhas pernas estão cuidando muito bem disso...

No sábado, vieram entregar uma cama nova que comprei nesta semana... e no instante que saí para pegar uma caneta para assinar o canhoto da nota fiscal, eis que a minha linda bichana sumiu...

Como uma "gata ninja", ela sumiu, evaporou deixando como cenário apenas a sala vazia e a porta do apartamento entreaberta....

Malú daqui, Malú de lá e nada...

Baixou o desepero total, subi as escadas de meu prédio para ver se a "miau" estaria por lá... nada!!!

Desci as escadas com a esperança de vê-la no térreo... o que vi foi a porta "escancarada" que os entregadores deixaram... minhas esperanças foram por água a baixo... subi de novo para ligar para o Fê, para dizer chorando, que a Malú havia sumido....

Depois de tomar broncas desnecessárias (que todo homem adora fazer, mas que não mudam em nada a situação), desci... ao chegar na calçada, percebi dois cachorrões desesperados querendo entrar no prédio vizinnho... ai, meu pai! Tive certeza que a Malú estaria ali... Depois de conseguir entrar no prédio, subir e descer as escadas por duas vezes, consegui entrar em um "quartinho de tranqueiras" do prédio, com um teto baixíssimo e escuro... por lá fiquei meia hora chamando a "marvada da gata"...

Nada...

Sem esperenças e decidida a não ter mais nenhum bichinho de estimação, voltei para minha casa... atendi o telefone... era o Fê com a sessão "Broncas Inúteis II - Só para ter certeza que te irritei"... fiquei quieta e abstraída de todo aquele sermão...

Sento no sofá, morta de tanto correr e frustrada por não ter encontrado a bichinha...

Dois minutos depois a bicha sai debaixo do sofá e roça a minha perna.... Ela estava em casa o tempo todo! Que vaca de uma gata!

Quase joguei a bicha pela janela, tamanha a raiva....rs

Só não fiz isso porque fatalmente teria que descer para ver o estrago... e não aguentava mais o lance de subir e descer escadas...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Love Is Not Enough




The more that we take
The paler we get
I can't remember what it is
We try to forget
The tile on the floor
So cold it can sting
In your eyes is a place
Worth remembering
For you to go and take this, to smash it apart
I've gone all this fucking way
To wind up back at
Back at the start

Hey, the closer we think we are
Well it only got us so far
Now you got anything left to show
No, no I didn't think so
Hey, the sooner we realize
We cover ourselves with lies
But underneath we're not so tough
And love is not enough

Well it hides in the dark
Like the withering vein
We didn't give it a mouth
So it cannot complainIt never really had a chance
We'd never really make it through
I never think I'd believed
I believed I could get better with you

Hey, the closer we think we are
Well it only got us so far
Now you got anything left to show
No, no I didn't think so
Hey, the sooner we realize
We cover ourselves with lies
But underneath we're not so tough
And love is not enough

Estou pensando sobre a incondicionalidade do amor.

Acho que isso é um troço que não existe mesmo.

Só existe no amor romântico dos livros de Camilo Castelo Branco e afins.

Dizer que ama é tão fácil. Exercitar o amor é que é mais complicado. A incondicionalidade tão desejada por todos, passa pela aceitação de defeitos, perdão de erros, se colocar definitivamente no lugar da pessoa... o tal de "amar o próximo como a ti mesmo"...

O que tenho percebido é que às vezes as pessoas quando amam querem impor seus valores como se somente esses fossem os corretos... que toda a bagagem de valores da "pessoa amada" estivesse completamente "fora de prumo".

Pergunto eu: se os valores de quem amamos está fora de nossa aceitação, por que mantemos relacionamentos com as duas partes tão divergentes?

Tem hora que penso que não nascemos para amar não... somos egoístas demais para isso. O máximo que chegamos nessa coisa de amar, é sentir isso por nós mesmos... e só... o resto, como disse Bandeira, será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres...

Acho que hoje, perdi minha fé, um pouquinho mais....

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Nine Inch Nails

Depois de um dia de bosta seguido de uma noite de bosta pior ainda, nada como NIN, para estravasar...

Preconceito: Tão perto ...



"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito" (Albert Einstein)




O preconceito é como uma doença que por onde passa deixa um caminho de destruição e tristeza. Diariamente, qualquer pessoa está sob o risco de sofrer algum tipo de preconceito: seja por cor de pele, por religião, por opção sexual, por condição financeira, por porte físico, por condição cultural... Ele existe, a gente não dá conta mas está sempre nos rondando. Impressionante como as pessoas gastam tanto tempo para formar um preconceito ao invés de buscar informação no sentido de eliminá-lo.




O garoto pobre que vive na periferia, não consegue um bom emprego por morar longe (não importando o quão responsável e pontual ele possa ser). O homem negro quando está andando numa rua à noite vê pessoas atravessando para o outro lado com medo que um possível assalto (embora as estatísticas afirmem que a maioria da população carcerária é composta de homens brancos). A garota que passeia de mãos dadas com a sua namorada é vista com maus olhos por onde passa (não importando o quão fiel ela possa ser ao seu amor).


Mas o que mais me deixa entristecida é ver aqueles que sofrem algum tipo de preconceito, praticar com outras pessoas também essa forma curta de julgamento do próximo. Preconceito é uma forma de negar o que nos é diferente. A ausência de preconceito não significa envolvimento com a causa (nenhum homem vai virar gay por ser tolerante com o homossexualismo), mas uma forma saudável de entender o que é diferente, respeitar o que é diferente para que essa diferença não resulte em violência, em mágoa ou em tristeza.


Ninguém é igual a ninguém... Portanto não podemos aceitar apenas uma parte, ou uma porção de pessoas e maltratar as demais. São as diferenças que tornam o mundo um lugar legal de se viver, sempre com algo mais para aprendermos. É isso...