quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Preconceito: Tão perto ...



"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito" (Albert Einstein)




O preconceito é como uma doença que por onde passa deixa um caminho de destruição e tristeza. Diariamente, qualquer pessoa está sob o risco de sofrer algum tipo de preconceito: seja por cor de pele, por religião, por opção sexual, por condição financeira, por porte físico, por condição cultural... Ele existe, a gente não dá conta mas está sempre nos rondando. Impressionante como as pessoas gastam tanto tempo para formar um preconceito ao invés de buscar informação no sentido de eliminá-lo.




O garoto pobre que vive na periferia, não consegue um bom emprego por morar longe (não importando o quão responsável e pontual ele possa ser). O homem negro quando está andando numa rua à noite vê pessoas atravessando para o outro lado com medo que um possível assalto (embora as estatísticas afirmem que a maioria da população carcerária é composta de homens brancos). A garota que passeia de mãos dadas com a sua namorada é vista com maus olhos por onde passa (não importando o quão fiel ela possa ser ao seu amor).


Mas o que mais me deixa entristecida é ver aqueles que sofrem algum tipo de preconceito, praticar com outras pessoas também essa forma curta de julgamento do próximo. Preconceito é uma forma de negar o que nos é diferente. A ausência de preconceito não significa envolvimento com a causa (nenhum homem vai virar gay por ser tolerante com o homossexualismo), mas uma forma saudável de entender o que é diferente, respeitar o que é diferente para que essa diferença não resulte em violência, em mágoa ou em tristeza.


Ninguém é igual a ninguém... Portanto não podemos aceitar apenas uma parte, ou uma porção de pessoas e maltratar as demais. São as diferenças que tornam o mundo um lugar legal de se viver, sempre com algo mais para aprendermos. É isso...



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