sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Silêncio


A decisão não foi minha.
A mim coube apenas a opção do silêncio...
Portanto, não me julgue se manifesto a ausência por aqui, da forma que eu acho que deve ser manifestada.
Pra você e por você, eu continuo em silêncio, certo?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Só os ignorantes são felizes


Por uns dias atrás estive na Fnac; sou capaz de ficar horas a fio dentro daquele lugar, folheando os livros, vendo os dvds, cds, eletrônicos.... pra uma nerd como eu, aquele lugar é o paraíso!
Bem mas neste dia, pude ler, entre tantos livros que folheei um sobre Inteligência Emocional... existia um capítulo naquele livro que dizia que crianças que não são amparadas motivadas pelos pais mudam o foco para a escola, a fim de ter algum reconhecimento. Geralmente são crianças geniais, que se dão muito bem na escola mas que se tornam adultos infelizes pois, na verdade, tudo o que buscam é o reconhecimento de seu empenho e muitas vezes, diferente da escola, onde este reconhecimento vem por meio de notas e aprovações, na vida real, geralmente o reconhecimento é menos palpável ou até mesmo inexistente.
Me enxerguei naquele perfil.
Cresci sozinha, sendo observada pelos meus irmãos, que eram adolescentes e portanto sem maturidade nenhuma para suprir, o que meus pais, necessitados de trabalho e com tempo escasso não davam.
Lembro-me de que quando meus pais se separaram, todos ficaram abalados e eu afundei minha cabeça nos livros - aquele ano foi o melhor ano, até então, de minha existência na escola... fechei todas as disciplinas com nota máxima e recebi uma homenagem ao final do ano pelo meu desempenho.
Mais tarde, ao sofrer minha primeira decepção amorosa, também mergulhei com tudo a minha cabeça nos estudos a fim de passar no vestibular... aquilo mantinha minha cabeça ocupada e eu seria recompensada pelo meu esforço com uma aprovação... mais uma, que de fato ocorreu...
Sinto que durante toda a minha vida, sempre me utilizei desse canal para suprir uma deficiência de afeto em alguns momentos.
Lógico que isso gerou frutos... a percepção que as pessoas tem de mim é que sou uma mulher genial, com uma "puta bagagem", muito inteligente... e por isso não são dignas de estarem comigo.
De novo, isso acontece em minha vida... e sinto que a culpa é minha por deixar transparecer uma imagem que não corresponde o que eu sinto de verdade.
A verdade é que todo mundo quer ser aceito... e eu também quero.
Quero poder amar alguém livremente e deixar que esta pessoa tenha total liberdade para me amar.
Eu nunca imaginei que este caminho, que escolhi lá atrás, quando tinha uns 8 anos, fosse interferir tanto na minha vida afetiva como tem interferido. Eu, definitivamente, não tinha nenhuma intenção de afastar as pessoas de mim ao escolher este caminho... ao contrário... queria que as pessoas sentissem orgulho de mim, e que se sentissem bem por estar ao meu lado, que gostassem de compartilhar comigo as suas experiências sem verificar se elas são mais importantes que as minhas ou não... apenas compartilhar.
No alto dos meus 38 anos, vejo que valores que eu levei uma vida inteira para construir devem ser reavaliados... o problema é que posso sim, reavaliar, mas não consigo jogar fora a bagagem que possuo... não dá...porque está aqui dentro e eu não tenho como emburrecer...
Ao olhar pra aquela menina de oito anos, com uma vida miserável, pais alcoólatras, briguentos, que a consideravam mais uma em casa; lutando apenas para ser notada, abraçada sinto pena... porque seu eu pudesse, me abaixaria até ela e lhe falaria para não tentar uma fuga, mas pra mergulhar nos problemas, vivê-los, porque abraçando os livros você estará deixando cair dos seus braços, seus sonhos comuns... eles irão fugir de você pra sempre. As pessoas vão se afastar de você, porque sem querer, com estes livros você, menina, vai criar uma muralha bem alta em torno de si... e o máximo que as pessoas vão ver de você, é o conteúdo dos livros...
Digito este texto hoje com a mesa cheia de livros e o coração vazio de afeto.
É isso...

Gente!

Como pode alguém sumir assim sem deixar rastro...
To preocupada...mesmo

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Falsidade


"O caráter de um homem é formado pelas pessoas que ele escolheu conviver"
Sigmund Freud

É meu melhor amigo... nada como um dia após o outro...
O tempo é um remédio que quando existe a dor, torna-se amargo, difícil de engolir. mas o bichinho é eficaz...tira as traves que existem em nossos olhos e podemos então enxergar com clareza tanta coisa.
Que coisa feia é essa de se aproximar das pessoas por interesse, não?
Eu não falo aqui do interesse que seduz, que deixa a gente interessado... não não falo desse não, mas falo daquele que aproxima alguém por querer tirar vantagem de algo.
o que me deixa mais enojada é quando o preço dessas pessoas é baixo demais... não chegam ao menos a se valorizar... se vendem por qualquer coisa.
O estar curtindo de hoje não é sincero.
É interesse, puro e simples. Tanto que basta alguém assim se aproximar para que tudo comece a ir por água abaixo.
Parece que estou vendo esta história novamente acontecer. E sempre!
Me compadeço das pessoas que nesse momento estão entrando em um inferno, simplesmente por acreditar em lobos em pele de cordeiro
Novamente digo aqui que não adianta bater no peito dizendo ser bom, quando apenas acha que não faz mal a ninguém.
Porque faz, faz sim.
Engana ao passar uma imagem turva de personalidade onde as pessoas só percebem o mal que foi feito quando ele entra na sua vida, hospeda-se na sua casa sem data de retorno.
Eu lastimo pelas vezes e pelo tempo que fui enganada por pessoas assim. Que se venderam, vestindo uma imagem de santinho para depois de golpear pelas costas.
Mas ainda acredito que no fundo, eu tenho vantagem nisso... porque não preciso carregar nenhuma culpa.
Posso ter sim me machucado. Mas minhas feridas curam-se e meu caráter continua intacto.
Hoje vejo que certas pessoas que se dizem vítimas de gente que só lhe fez mal, na verdade foi apenas um reflexo de seu caráter.
É isso.



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Chega!


Então hoje estive pensando em uma frase de Sócrates que dizia o seguinte:
"O caminho mais grandioso para viver com honra neste mundo é ser a pessoa que fingimos ser."
Sabe?
Me deu uma canseira de ver com pessoas que apenas "dizem ser que são", mas na verdade não chegam nem a metade disso...
Eu sei que não consigo mudar as pessoas, nem tenho mais nenhuma pretensão nesse sentido, apenas resolvi relaxar e se quero mudanças terei que eu mesma começar a mudar...
Então
Sai pra lá todo aquele que não valoriza o empenho em uma amizade!
Sai pra lá todo aquele que de tão míope, tem uma visão deturpada do próprio umbigo!
Sai pra lá todo aquele que se esconde na sua própria fraqueza, esperando compaixão e morrendo na sua inércia!
Sai pra lá todo aquele que dedica-se a parecer "alguém de bem" sem entender que não fazer o mal não significa fazer o bem!
Sai pra lá todo aquele que por mera preguiça prefere adotar o preconceito como forma de conceito e ainda defende essa ideia!
Sai pra lá todo aquele que por medo, prefere adotar um comportamento politicamente correto e enterra suas ideias, apenas para ser aceito!
Sai pra lá todo aquele que não pratica o que ecoa em suas palavras!

Minha energia não está mais direcionada para esse tipo de pessoa, e me sinto bem liberta com isso!
Sejam bem-vindos aqueles que são autênticos, que acreditam em si mesmos, que lutam por seus sonhos, que são ativos em suas ideias...
Vamos ser honestos como define o velho e bom Sócrates, lutando todo dia, para estarmos o mais próximo possível de nosso ideal de pessoa...
É isso ai!




quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sobre a Felicidade


Todo mundo quer ser feliz, isso é óbvio.

Mas acredito que o grande erro é enxergar a felicidade como um objetivo final, apenas uma meta a ser alcançada. Pensem comigo: já não houve ocasiões onde você tinha um objetivo super definido, e ai batalhou tanto por ele, por algum tempo e, de repente, quando você atinge este objetivo, o "day after" fica um tanto quanto vazio, porque você se pergunta: e agora, o que eu vou fazer? Que objetivo vou buscar pra suprir o vazio deste que acabei de atingir?

A felicidade não pode ser apenas um objetivo a ser atingido e posteriormente superado.

Acredito que é um processo principalmente de auto conhecimento e de doação... mas não doação para os outros e sim, a nós mesmos.

Acumulamos ao longo da vida tantas e tantas expectativas, muitas delas frustradas - a maior parte delas - e aprendemos rapidamente a nos punir por isso, reduzindo a zero nossa estima por muitas vezes. Mas, essa é a ordem natural das coisas.

Vai haver mais erros que acertos. Isso acontece desde o processo de concepção até o de morte.

Mas o nosso foco continua no erro e essa visão do erro pura e simples nos faz aprender, muitas vezes... mas, na grande maioria das vezes nos faz ter medo.

E ai junta-se a expectativa, o erro e o medo como grandes montanhas que nos bloqueiam o caminho da felicidade...

essa felicidade que que a gente acha que é uma meta.

Mas a felicidade na verdade é o caminho que seguimos, com suas dificuldades, sua beleza, seus caprichos. Não há nada inatingível nisso... só existe e a gente não reconhece.

Quando falo que é um ato de doação, quero dizer que devemos nos dar oportunidades de vê-la a nossa frente e reconhecê-la. Oportunidades. Só isso.

Diga pra mim quem nunca, depois da morte de alguém querido, se lembrou de um momento e sorriu se sentindo bem... mas quando a pessoa estava lá, não passou de uma cena corriqueira.

Por que que a gente tem que passar pelo erro, pela dor para ver que lá atrás fomos um tanto felizes?

Vamos prestar atenção.

Não há mal nenhum em querer sempre. Mas não devemos ficar míopes olhando lá na frente em busca do "e foram felizes para sempre", ignorando momentos, pessoas e atos que já nos podem deixar felizes.

A gente tem dificuldade de ver as coisas simples.... a gente não acredita... prefere dar uma complicada básica para justificar porque a gente não vê. Quantas vezes a gente não faz isso?

Eu não estou passando pelo melhor momento de minha vida agora, mas não posso admitir que sou infeliz por isso. Existe toda uma bagagem minha e de pessoas queridas que sei que vai me ajudar nesse processo, nessa passagem, nesse momento. E se eu tenho isso, como posso encher a boca para falar que sou infeliz?

Volto a dizer aqui que a felicidade depende de nós mesmos, de como escolhemos ver as coisas. E nesse momento, eu escolho ver que sou feliz por ter a família que tenho, os amigos que tenho, a criação que tive, a eduacação que tive e que vão me ajudar, e muito, a rir de tudo isso depois.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Aff


Gente!
Hoje estou numa inquietação sem tamanho: quero ver gente, falar com gente, ir para lugares diferentes... aff
Esse lance de estar parada em casa (entre aspas porque estou a procurar emprego por aqui), me deixa doida... acho que estou virando "Amélia". Ai meu Jesus Cristinho!
Espero que nesse final de semana possa me deslocar um pouco mais... espirar um ar menos viciado enfim... espairecer um pouco!
Doida, doida doooida!