terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Relembrando


Bem estamos chegando no final do ano, e como sempre é bom poder relembrar o que foi essa ano que se passou, em detalhes. Não posso mesmo dizer que foi um bom ano, aliás, acredito que desde 2009 não tenho tido um bom ano, daqueles que possa dizer: "Nossa! Que legal! Mas enfim, acho que já criei uns calinhos por aqui, para passar este ano com menos angústia que no ano anterior... O ano de 2010 foi bravo, postei aqui várias coisas sobre isso... e olhando por esse prisma posso até arriscar dizer que este ano foi levemente melhor do que o anterior... e isso já é uma grande coisa!
Comecei meu ano novo sozinha, em uma cidade onde não conhecia ninguém, passei o ano novo mais triste que já tinha passado... senti falta de tanta coisa, mas lembro-me de prometer a mim mesma que isso não iria acontecer nunca mais comigo.
Alguns dias depois, reatei um relacionamento com um homem que tinha ficado na minha memória por longos anos, e claro que me senti muito feliz. Com ele veio a possibilidade de voltar para São Paulo... antes de chegar aqui os planos eram muitos. Mas quando cheguei, pude ver a verdadeira face de uma pessoa que conseguiu destruir em poucos meses toda uma história que tinha comigo, guardada com ternura, por muito tempo. Posso dizer com certeza que esta foi a pior decepção que tive em toda a minha vida. Não por não termos dado certo. Mas por esta pessoa se mostrar um canalha de primeira linha, sem escrúpulos que só tem olhos para admirar seu próprio umbigo. Realmente, não se parece em nada com aquele cara que havia namorado há tempos. Enfim. foi foda chorei pra caralho, mas esta foi uma ocasião onde, pela primeira vez pude me expor para meus irmãos, e isso serviu para eles entenderem um pouco mais como eu sou e, se perdi em um relacionamento com um cara, ganhei muito no relacionamento com meus familiares.
Depois veio um bonito projeto que tive a oportunidade de organizar, dei meu corpo e minha alma nisso e ficou tudo perfeito! Um evento de gala fantástico, que emocionou e deu alegria a pessoas muito queridas. Foram três meses de trabalho duro, mas que foi compensado em cada momento do evento e nada poderia pagar melhor cada lágrima de felicidade, cada sorriso e cada gesto de gentileza que estas pessoas direcionaram para mim, logo após o evento. Eu adoro a sensação de dever cumprido, gosto pra valer de ser útil, de fazer as coisas acontecerem e isso foi bom demais!
Depois conheci uma pessoa encantadora, o Samir... olha eu realmente tive vontade de conhecê-lo. Ele era um fofo, passar as horas conversando com ele me deixavam bem, fazia valer cada minuto de sono perdido...rs. Comecei mesmo a projetar algo legal, que rolasse entre nós, mas de um dia para o outro ele resolveu desaparecer, sem nenhuma justificativa, ou apenas com meias justificativas que até hoje coço a cabeça pra entender... Enfim,não posso forçar ninguém a gostar de mim e apesar de não entender patavina do que aconteceu com ele, não sinto raiva não... Penso que se não demos certo, pelo menos ele foi bom para mim enquanto estávamos juntos e isso me ergueu muito, sabe?
Teve também o lance da Malú: embora ela seja uma gatinha, provou ser a gatinha mais cachorrinha que eu conheço. Eu explico: fiquei um ano fora, ela ficou sozinha na casa da minha mãe que estava vazia na época. Tinha tudo pra sumir, como geralmente os gatos fazem quando não tem atenção. Mas ela me esperou a bonitinha e quando voltei ela se aproximou novamente e hoje estamos super unidas. Ela é realmente a minha companheirinha, eu amo minha gatinha!
Ah, minha amiga Vivi, conseguiu um lance freela pra mim que me ajudou financeiramente enquanto nada de mais sólido está aparecendo.
Estou dando aulas de canto para uma patotinha legal, toda de jovens (que eu adoro estar por perto) e consequentemente, voltei a tocar o cello e isso e demais!
Enfim,não posso dizer que meu ano foi péssimo, mas foi um ano onde pude valorizar as pessoas que me amam, meus irmãos que me apoiam e se não foi bom, ruim não foi. O Marcos Maruju até que tentou cagar meu ano, mas ele nem pra isso serve. É pequeno demais.
Entro o ano novo sem muitas expectativas mas também sem aquela sensação ruim de abandono, de tristeza e melancolia. Sinto que estou protegida de certa forma, e isso faz toda a diferença pra renovar as forças, ir a luta e mudar meu destino. De novo!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Velho e bom Peter Murphy

Por favor

Não faça
Seus problemas maiores do que são
Seu amor menor do que ele é
Minha paciência transpor o sustentável
Para problemas, soluções... pois eles só existem porque as possuem
Para o amor a ação e atitude, pois o amor é verbo e não há outra forma de tê-lo
Para paciência, um bom motivo.
Quero acreditar que continuo tendo um.


sábado, 29 de outubro de 2011

Hey!

Eu não mordo...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

"No, You Don't"

smiling in their faces
while filing up the hole
so many dirty little places
in your filthy little worn out
broken down see through soul

baby's got a problem
tries so hard to hide
got to keep it on the surface
because everything else is dead on the other side

teeth in the necks of everyone you know
you can keep on sucking until the blood won't flow
when it starts to hurt it only helps it grow
taking all you need
(but not this time)
no, you don't

and just for the record
just so you know
I did not believe
that you could sink so low

you think that you can beat them
I know that you won't
you think you have everything
but no, you don't

no, you don't
no, you don't
no, you don't
no, you don't

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Silêncio


A decisão não foi minha.
A mim coube apenas a opção do silêncio...
Portanto, não me julgue se manifesto a ausência por aqui, da forma que eu acho que deve ser manifestada.
Pra você e por você, eu continuo em silêncio, certo?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Só os ignorantes são felizes


Por uns dias atrás estive na Fnac; sou capaz de ficar horas a fio dentro daquele lugar, folheando os livros, vendo os dvds, cds, eletrônicos.... pra uma nerd como eu, aquele lugar é o paraíso!
Bem mas neste dia, pude ler, entre tantos livros que folheei um sobre Inteligência Emocional... existia um capítulo naquele livro que dizia que crianças que não são amparadas motivadas pelos pais mudam o foco para a escola, a fim de ter algum reconhecimento. Geralmente são crianças geniais, que se dão muito bem na escola mas que se tornam adultos infelizes pois, na verdade, tudo o que buscam é o reconhecimento de seu empenho e muitas vezes, diferente da escola, onde este reconhecimento vem por meio de notas e aprovações, na vida real, geralmente o reconhecimento é menos palpável ou até mesmo inexistente.
Me enxerguei naquele perfil.
Cresci sozinha, sendo observada pelos meus irmãos, que eram adolescentes e portanto sem maturidade nenhuma para suprir, o que meus pais, necessitados de trabalho e com tempo escasso não davam.
Lembro-me de que quando meus pais se separaram, todos ficaram abalados e eu afundei minha cabeça nos livros - aquele ano foi o melhor ano, até então, de minha existência na escola... fechei todas as disciplinas com nota máxima e recebi uma homenagem ao final do ano pelo meu desempenho.
Mais tarde, ao sofrer minha primeira decepção amorosa, também mergulhei com tudo a minha cabeça nos estudos a fim de passar no vestibular... aquilo mantinha minha cabeça ocupada e eu seria recompensada pelo meu esforço com uma aprovação... mais uma, que de fato ocorreu...
Sinto que durante toda a minha vida, sempre me utilizei desse canal para suprir uma deficiência de afeto em alguns momentos.
Lógico que isso gerou frutos... a percepção que as pessoas tem de mim é que sou uma mulher genial, com uma "puta bagagem", muito inteligente... e por isso não são dignas de estarem comigo.
De novo, isso acontece em minha vida... e sinto que a culpa é minha por deixar transparecer uma imagem que não corresponde o que eu sinto de verdade.
A verdade é que todo mundo quer ser aceito... e eu também quero.
Quero poder amar alguém livremente e deixar que esta pessoa tenha total liberdade para me amar.
Eu nunca imaginei que este caminho, que escolhi lá atrás, quando tinha uns 8 anos, fosse interferir tanto na minha vida afetiva como tem interferido. Eu, definitivamente, não tinha nenhuma intenção de afastar as pessoas de mim ao escolher este caminho... ao contrário... queria que as pessoas sentissem orgulho de mim, e que se sentissem bem por estar ao meu lado, que gostassem de compartilhar comigo as suas experiências sem verificar se elas são mais importantes que as minhas ou não... apenas compartilhar.
No alto dos meus 38 anos, vejo que valores que eu levei uma vida inteira para construir devem ser reavaliados... o problema é que posso sim, reavaliar, mas não consigo jogar fora a bagagem que possuo... não dá...porque está aqui dentro e eu não tenho como emburrecer...
Ao olhar pra aquela menina de oito anos, com uma vida miserável, pais alcoólatras, briguentos, que a consideravam mais uma em casa; lutando apenas para ser notada, abraçada sinto pena... porque seu eu pudesse, me abaixaria até ela e lhe falaria para não tentar uma fuga, mas pra mergulhar nos problemas, vivê-los, porque abraçando os livros você estará deixando cair dos seus braços, seus sonhos comuns... eles irão fugir de você pra sempre. As pessoas vão se afastar de você, porque sem querer, com estes livros você, menina, vai criar uma muralha bem alta em torno de si... e o máximo que as pessoas vão ver de você, é o conteúdo dos livros...
Digito este texto hoje com a mesa cheia de livros e o coração vazio de afeto.
É isso...