
Aos poucos as fichas vão caindo e a gente se vê forçado a aceitar as coisas conforme elas vão acontecendo. Realmente eu não estava preparada para acumular mais esta perda, e cheguei a pensar, por um momento que o ciclo de perdas estava se encerrando. Estava acreditando em um novo ciclo, um ciclo de ganhos.
É difícil a gente conviver com o dia a dia disto: não falar ao telefone com ele mais, não esperar um e-mail na caixa de entrada, nem fazer nenhum projeto para o final de semana. Isso ainda faz as coisas doerem, mas a dor está menos aguda. A gente vai vestindo a fantasia que nos disponibilizam... Talvez seja a hora de voltar a vestir a fantasia workaholic, intelectual e auto-suficiente.
Não estou dizendo aqui que vou superar, porque me conheço, não vou. Ao contrário, vou colecionar mais esta ferida, a cicatriz futura, e ver o que poderei fazer com ela. Apenas me forjarei para que possa continuar a viver da melhor maneira que puder... que vier.
Afinal todos desejam ter uma vida plena, cheia de amor. Clamam por isso, mas quando existe a possibilidade, lá está o murinho para proteger de tudo isso.
Eu, definitivamente nunca fiz parte desse time; se amo, amo mesmo. Mas se é impróprio, se não é legal, paciência Lia, fica assim mesmo, do jeito que está.
Eu só não consigo entender como um cara dá oportunidades de reconciliação para tantas que o pisotearam e se afasta de quem as amou. Esse é o sapo que não consigo engolir... por que, comigo repete a história, alegando que não quer me ferir?
Enfim. Segue o jogo. Se eu quiser continuar a achar interessante jogar, tenho que contar que a vida me dê boas cartas.

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