
Hoje fui visitar o meu grande amigo Diego, almoçar com ele. Como ele mora na zona norte de São Paulo e eu moro na zona sul, pode imaginar quanto tempo tive, até chegar a casa dele, para pensar. E por incrível que pareça, ao lembrar de um post anterior que havia colocado aqui... quando dizia que meu coração estava murcho. Então me veio na cabeça a imagem de uma uva passa. Dentro do metrô pude fazer diversas reflexões sobre a bichinha... eis algumas:
“Oi eu sou uma uva passa e embora eu não tenha uma aparência das melhores, no fundo no fundo sou um doce. Também sou super saudável e não consigo entender por que que todos preferem “me passar” em detrimento de qualquer outra coisa, como uma batatinha frita por exemplo, que faz mal ao coração. Sei que existem pessoas bem intencionadas, que tentam me inserir eu um contexto, misturando-me a outras coisas que são preferência da maioria, como arroz e farofa mas o final é o mesmo: sobro no prato. Existem determinadas épocas em que sou convidada a participar de ocasiões importantes e me esforço ao máximo para interagir com um peru, uma farofinha...pensando que talvez role alguma coisa, mas a história se repete: continuo sobrando no prato, indo para a lixeira e fazendo um caminho horroroso até o aterro sanitário. Bem, pelo menos tem gente bem intencionada, não é mesmo? Pior são aquelas pessoas que nos aceitam, em um belo pacotinho, nos colocam em um armário e nos fazem esperar por tempos, na esperança de nos querer um dia e o que acontece? Vamos do armário direto para a mal fadada lixeira, pois nosso prazo de validade venceu. E dá-lhe aterro sanitário. Ser uva passa não é fácil.” Eu, definitivamente, passo.
Ps: Diego, você é uma pessoa maravilhosa... bom saber que ainda posso contar com algumas pessoas e não me enganar sobre elas. Valeu a ajuda!

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