sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Sobre Relacionamentos (Arnaldo Jabor)















Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah, terminei o namoro... '
- 'Nossa, de quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'
- É não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo. Como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...
E se o beijo bate... Se joga...
Se não bate... Mais um Martini, por favor...
E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.
Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu Pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim...


Quem disse que ser adulto é fácil?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Coisas de Malú


Hoje, definitivamente, não preciso olhar para a foto em cima da minha mesa de trabalhar para lembrar que tenho uma gatinha fofa... A dor que sinto em minhas pernas estão cuidando muito bem disso...

No sábado, vieram entregar uma cama nova que comprei nesta semana... e no instante que saí para pegar uma caneta para assinar o canhoto da nota fiscal, eis que a minha linda bichana sumiu...

Como uma "gata ninja", ela sumiu, evaporou deixando como cenário apenas a sala vazia e a porta do apartamento entreaberta....

Malú daqui, Malú de lá e nada...

Baixou o desepero total, subi as escadas de meu prédio para ver se a "miau" estaria por lá... nada!!!

Desci as escadas com a esperança de vê-la no térreo... o que vi foi a porta "escancarada" que os entregadores deixaram... minhas esperanças foram por água a baixo... subi de novo para ligar para o Fê, para dizer chorando, que a Malú havia sumido....

Depois de tomar broncas desnecessárias (que todo homem adora fazer, mas que não mudam em nada a situação), desci... ao chegar na calçada, percebi dois cachorrões desesperados querendo entrar no prédio vizinnho... ai, meu pai! Tive certeza que a Malú estaria ali... Depois de conseguir entrar no prédio, subir e descer as escadas por duas vezes, consegui entrar em um "quartinho de tranqueiras" do prédio, com um teto baixíssimo e escuro... por lá fiquei meia hora chamando a "marvada da gata"...

Nada...

Sem esperenças e decidida a não ter mais nenhum bichinho de estimação, voltei para minha casa... atendi o telefone... era o Fê com a sessão "Broncas Inúteis II - Só para ter certeza que te irritei"... fiquei quieta e abstraída de todo aquele sermão...

Sento no sofá, morta de tanto correr e frustrada por não ter encontrado a bichinha...

Dois minutos depois a bicha sai debaixo do sofá e roça a minha perna.... Ela estava em casa o tempo todo! Que vaca de uma gata!

Quase joguei a bicha pela janela, tamanha a raiva....rs

Só não fiz isso porque fatalmente teria que descer para ver o estrago... e não aguentava mais o lance de subir e descer escadas...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Love Is Not Enough




The more that we take
The paler we get
I can't remember what it is
We try to forget
The tile on the floor
So cold it can sting
In your eyes is a place
Worth remembering
For you to go and take this, to smash it apart
I've gone all this fucking way
To wind up back at
Back at the start

Hey, the closer we think we are
Well it only got us so far
Now you got anything left to show
No, no I didn't think so
Hey, the sooner we realize
We cover ourselves with lies
But underneath we're not so tough
And love is not enough

Well it hides in the dark
Like the withering vein
We didn't give it a mouth
So it cannot complainIt never really had a chance
We'd never really make it through
I never think I'd believed
I believed I could get better with you

Hey, the closer we think we are
Well it only got us so far
Now you got anything left to show
No, no I didn't think so
Hey, the sooner we realize
We cover ourselves with lies
But underneath we're not so tough
And love is not enough

Estou pensando sobre a incondicionalidade do amor.

Acho que isso é um troço que não existe mesmo.

Só existe no amor romântico dos livros de Camilo Castelo Branco e afins.

Dizer que ama é tão fácil. Exercitar o amor é que é mais complicado. A incondicionalidade tão desejada por todos, passa pela aceitação de defeitos, perdão de erros, se colocar definitivamente no lugar da pessoa... o tal de "amar o próximo como a ti mesmo"...

O que tenho percebido é que às vezes as pessoas quando amam querem impor seus valores como se somente esses fossem os corretos... que toda a bagagem de valores da "pessoa amada" estivesse completamente "fora de prumo".

Pergunto eu: se os valores de quem amamos está fora de nossa aceitação, por que mantemos relacionamentos com as duas partes tão divergentes?

Tem hora que penso que não nascemos para amar não... somos egoístas demais para isso. O máximo que chegamos nessa coisa de amar, é sentir isso por nós mesmos... e só... o resto, como disse Bandeira, será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres...

Acho que hoje, perdi minha fé, um pouquinho mais....

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Nine Inch Nails

Depois de um dia de bosta seguido de uma noite de bosta pior ainda, nada como NIN, para estravasar...

Preconceito: Tão perto ...



"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito" (Albert Einstein)




O preconceito é como uma doença que por onde passa deixa um caminho de destruição e tristeza. Diariamente, qualquer pessoa está sob o risco de sofrer algum tipo de preconceito: seja por cor de pele, por religião, por opção sexual, por condição financeira, por porte físico, por condição cultural... Ele existe, a gente não dá conta mas está sempre nos rondando. Impressionante como as pessoas gastam tanto tempo para formar um preconceito ao invés de buscar informação no sentido de eliminá-lo.




O garoto pobre que vive na periferia, não consegue um bom emprego por morar longe (não importando o quão responsável e pontual ele possa ser). O homem negro quando está andando numa rua à noite vê pessoas atravessando para o outro lado com medo que um possível assalto (embora as estatísticas afirmem que a maioria da população carcerária é composta de homens brancos). A garota que passeia de mãos dadas com a sua namorada é vista com maus olhos por onde passa (não importando o quão fiel ela possa ser ao seu amor).


Mas o que mais me deixa entristecida é ver aqueles que sofrem algum tipo de preconceito, praticar com outras pessoas também essa forma curta de julgamento do próximo. Preconceito é uma forma de negar o que nos é diferente. A ausência de preconceito não significa envolvimento com a causa (nenhum homem vai virar gay por ser tolerante com o homossexualismo), mas uma forma saudável de entender o que é diferente, respeitar o que é diferente para que essa diferença não resulte em violência, em mágoa ou em tristeza.


Ninguém é igual a ninguém... Portanto não podemos aceitar apenas uma parte, ou uma porção de pessoas e maltratar as demais. São as diferenças que tornam o mundo um lugar legal de se viver, sempre com algo mais para aprendermos. É isso...



sábado, 13 de dezembro de 2008

Reportagem



Esta foi uma entrevista dada ao site do iG Jovem, no mes passado:



21/11 - 08:45hs


Muita personalidade


Os diferentes estilos que fazem a cabeça dos jovens


Bruno B. Soraggi


No guarda roupa dele se encontra jaquetas de couro, calça apertada e cintos. No dela, vestidos longos pretos, sobretudos, coturnos e muita maquiagem. Em um terceiro armário, mais distante – mas não menos original –, os cabides sustentam roupas que, pasmem, não são obrigatoriamente rasgadas. O primeiro é do ‘metal’. A segunda diz ser “gótica de nascença”. Já o último é um punk com direito a cabelo moicano. O que esses três armários têm em comum? Carregam muita atitude e personalidade de jovens que escolheram seus estilos e resolveram enfrentar o preconceito.

Victor Otávio Carvalho Marques, 18, é um deles. Logo de cara, porém, esse cabeludo, estudante de Letras deixa claro que não é ‘metaleiro’. “Esse termo é incorreto, foi criado. O mais adequado seria ‘metal’ mesmo”, explica. Ele, que diz ser desse gênero desde os 12 anos e ter um carinho especial pela banda Motorhead, conta que escolheu o estilo porque buscava “algo novo”. “Eu não me adaptava a nenhum estilo, então fui buscar algo que quebrasse os padrões, que saísse da mesmice”, afirma.

Foi por volta dos 12 anos também que Felipe Mamud Oliveira, 18, entrou para o movimento punk. “A partir de uns shows eu fui pesquisando a cena, fui a reuniões e a todos os lugares que eu fui os punks sempre me receberam bem. O punk é anti-racismo, anti-homofobia, anti-fronteiras... Identifiquei-me conforme o tempo”, relata. E também ensina: “falar que punk só usa coisa rasgada é mentira. Dizer que se deve vestir assim é errado porque é conservadorismo, e nós somos anti-conservadorismo”.

A executiva Lia Macedo, por sua vez, conta que o estilo gótico sempre esteve dentro dela. “Eu costumo dizer que isso vem de nascença porque sempre existiu um traço de personalidade em mim que tendia para a melancolia, o soturno. Parece bobeira. Desde criança gostava de ir a lugares antigos e, sei lá, fui me amarrando”, assegura. Mas foi quando ela tinha cerca de 13 anos que isso começou a ficar mais forte. “Eu ia para casas noturnas e sentia uma alegria enorme de estar lá”, lembra. Ela considera o gótico um estilo de vida. “Jamais deixei de usar preto, ler meus livros... Vou morrer gótica”, se vangloria. Elaine deixa claro, porém, que ser gótico não significa ser um suicida em potencial. “Acho que com os anos a coisa foi sofrendo uma distorção. Há muita gente que se diz gótica e tem muito pouco conhecimento sobre essa cultura. Ele (o gótico) não tem é muita perspectiva com relação às mudanças”, explica.

Mas a rotina muitas vezes não é fácil para quem resolveu ser diferente. Todos os três jovens têm histórias de hostilidades praticadas por colegas de faculdade, parentes e até por autoridades. Felipe, o punk, conta que amigos já chegaram a ser ameaçados por policiais. “Desde que você usa moicano levantado tem uma galera de militares e policiais que falam que vão te matar”, alerta. “Tinha gente que me olhava torto que só”, conta Elaine, que já chegou a ser chamada de “alma penada”. Agressões por parte de outros jovens também são comuns no cotidiano de muitos jovens como eles.

E para evitar novos problemas, então, que muitos deles passam a adaptar o estilo ao dia a dia. “Bem que eu gostaria de poder usar roupas de ‘metal’ todos os dias, mas as pessoas não estão acostumadas a ver um homem de calça vermelha e cabelo armado. Mas no fim de semana sempre saio com o visual. É como uma identidade”, diz Victor. Seu cabelo, porém, continua indisfarçável em qualquer dia. Com a gótica é mais ou menos parecido. “Visto sempre preto e roupas escuras. Como executiva, uso ternos pretos e camisas vermelhas, por exemplo. Nada ‘over’... Só me transformo mesmo na hora de sair”, brinca.

Isso não significa que tenham deixado mudar sua personalidade. Esses jovens, que dizem aceitar pacificamente outros estilos que não os deles, afirmam que o mais importante é você ser feliz consigo mesmo, estar bem resolvido com seu estilo, o que muitas vezes não acontece com indivíduos que resolvem se integrar a determinadas ‘tribos’ apenas por modismo. Eles próprios, aliás, servem de exemplo para mostrar que, desde que tudo seja verdadeiro, o resto passa.

“No final dos meus estudos de Administração fui excluída do meu grupo de trabalho de conclusão de curso porque eles me achavam estranha. Superei. Aconteceu que o trabalho do outro grupo que me aceitou foi o melhor do ano e ganhou prêmios de honra”, lembra Elaine. “Isso faz parte de ser gótico, creio eu”, termina referindo-se à qualidade de não se abalar com situações adversas. Foi o que fez também o Victor do ‘metal’. “Foi bem difícil achar uma mulher que entendesse o significado disso tudo”, lamenta. Três meses atrás, porém, ele achou motivo para mais otimismo. “É muito melhor ter alguém do meu lado que entenda isso que eu vivo”, completa.